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Transplante renal: saiba mais sobre a cirurgia que transforma vidas

Nosso organismo é um sistema complexo de órgãos, tecidos e estruturas que funcionam em conjunto realizando diversas funções. Os rins, por exemplo, têm como função principal a filtragem das toxinas do sangue, que são eliminadas por meio da urina e esse processo é vital para o bom funcionamento do corpo. Quando os rins param de funcionar ou não conseguem filtrar o sangue de forma adequada, a pessoa deve se submeter à diálise ou ao transplante renal. 

O transplante é um procedimento em que um rim saudável de um doador é colocado no corpo da pessoa com insuficiência. Porém, algumas dúvidas são comuns: como é a cirurgia? Quais são os cuidados no pós-operatório? Quem pode doar um órgão? Descubra a seguir:

Quem pode doar?

Normalmente, o órgão doado pode vir de três formas:

Um parente vivo: pais, irmãos ou filhos são as pessoas que têm mais chances de ser doadores compatíveis.

Um doador sem parentesco: esse doador pode ser um cônjuge, amigo ou um desconhecido. Apesar de menos comum, é uma opção válida quando a urgência por um órgão é maior.

Um doador morto: uma pessoa que tenha falecido recentemente por alguma causa não relacionada a uma doença renal e que tenha expressado o desejo de ser doador. Neste caso, uma autorização judicial se faz necessária para que ocorra o procedimento, uma vez que é preciso que o juiz ateste que o órgão foi doado voluntariamente. No Brasil, comércio de órgãos é crime.

Um dos maiores problemas na busca por um doador é que os indivíduos que sofrem de alguma doença grave são automaticamente descartados.

Quem pode receber?

Decidir se os riscos são menores que os benefícios na cirurgia é papel do médico. Essa análise sempre leva em consideração a qualidade da equipe médica e do hospital onde ocorrerá o transplante.

Apesar disso, nem todos os pacientes podem passar pelo procedimento. Câncer não curado, ou curado há pouco tempo, infecções e doenças graves podem ser impedimentos e devem ser analisados caso a caso.

Como é a cirurgia?

Um transplante que ocorra sem complicações dura em torno de três a quatro horas. Basicamente o novo rim é implantado na parte inferior do abdômen, próximo à bexiga,  por meio da união dos vasos sanguíneos do órgão com os do receptor. Os rins do paciente não são retirados, ou seja, ele fica com três rins, porém somente o novo funciona normalmente. Além disso, a uretra do paciente é conectada ao rim para que seja possível a eliminação da urina.

Riscos e Complicações

Como qualquer cirurgia, existem riscos. Durante a primeira e segunda semana após o transplante, cerca de 10% dos pacientes apresentam algum grau de rejeição. Porém, na maioria dos casos, ela é curada.

Raros são os casos de rejeição aguda atualmente. O que acontece é a rejeição crônica do organismo, que limita a vida útil do novo órgão a algo em torno de 15 a 20 anos após o transplante, sendo necessária uma nova intervenção.

Recuperação

Após o procedimento, a recuperação é simples e relativamente rápida. O paciente volta para casa depois de uma semana e, três meses depois, já pode retomar o ritmo normal com algumas restrições de alimentação e tomando medicamentos, que serão utilizados durante toda a vida.

Nesses três primeiros meses, a indicação dos médicos é a de não praticar nenhum tipo de atividade física e realizar exames semanalmente durante o primeiro mês. No segundo e no terceiro mês, as consultas podem ser a cada duas semanas. Essas precauções são para diminuir o risco de rejeição do órgão. Antibióticos e medicamentos imunossupressores também podem ser receitados para aumentar a chance de sucesso no transplante.

Qualidade de vida

O transplantado poderá voltar a ter uma dieta normal, a estudar, trabalhar, viajar e praticar exercícios. Porém, alguns cuidados devem ser tomados e uma nova rotina precisa ser criada devido às medicações administradas diariamente em horários certos, às consultas médicas e aos exames frequentes. Uma dieta equilibrada e saudável é indicada, observando as porções e os alimentos adequados segundo orientações médicas. Em caso de outras doenças, o transplantado também deverá levar em consideração a sua condição para escolher o melhor tratamento.

Seguindo essas instruções e adaptando seu estilo de vida às exigências do novo órgão, as chances de complicações são mínimas e você pode ter muito mais qualidade de vida para aproveitar com a família e amigos.

Referências:

Associação Brasileira de Transplante de Órgãos

Blog do Dráuzio Varella

Portal da Diálise