Oftalmologia

Glaucoma pode causar danos irreversíveis à visão. Saiba a importância do diagnóstico precoce

Por · 9/7/2026

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, mais de 1,7 milhão de pessoas vivem com glaucoma no país.

A doença, que atinge o nervo óptico e pode causar perda da visão, não causa dor e nem apresenta sintomas em estágio inicial, alerta o médico Luís Eduardo Gregolin Provensi, especialista em glaucoma do Hospital Angelina Caron (HAC).

Por isso, é fundamental que os pacientes, em especial, quem estiver nos grupos de risco, busquem acompanhamento oftalmológico.

“A perda da visão começa pelas áreas periféricas, que muitas vezes passam despercebidas. Quando o paciente percebe dificuldade para enxergar, parte da visão já pode ter sido perdida de forma irreversível”, explica.

O que é o glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular que provoca danos progressivos ao nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais dos olhos ao cérebro. Na maioria dos casos, está associado ao aumento da pressão intraocular e pode causar perda gradual da visão. Quando não diagnosticado e tratado precocemente, pode levar à cegueira irreversível.

O glaucoma de ângulo aberto é o mais comum e costuma evoluir lentamente, sem sintomas nas fases iniciais. Já o glaucoma de ângulo fechado é menos frequente, mas pode surgir de forma súbita, causando dor intensa nos olhos, vermelhidão, visão embaçada e náuseas.

Existem ainda formas congênitas e secundárias da doença, associadas a outras condições oculares ou ao uso de determinados medicamentos.

A perda da visão ocorre de forma gradual e, muitas vezes, só é percebida quando o comprometimento do nervo óptico já é significativo. Como os danos causados pelo glaucoma são irreversíveis, o diagnóstico precoce é fundamental para controlar a progressão da doença e preservar a qualidade de vida do paciente.

Fatores de risco e hereditariedade

Provensi explica que os principais fatores de risco são pressão ocular elevada, idade acima de 40 anos, histórico familiar de glaucoma, miopia alta, diabetes e uso prolongado de corticoides.

“Pessoas com familiares de primeiro grau com glaucoma apresentam risco significativamente maior e devem realizar acompanhamento oftalmológico regular”, indica o especialista.

A perda visual pode dificultar atividades como dirigir, ler, caminhar com segurança e realizar tarefas do dia a dia, reduzindo a independência.

“Mas pode ser controlado quando diagnosticado precocemente. Por isso, mesmo quem enxerga bem deve realizar consultas oftalmológicas regulares, especialmente se tiver fatores de risco ou casos da doença na família”, completa o médico.

Consultas e exames para descobrir o glaucoma mais cedo

Consultas oftalmológicas regulares e exames de rotina são as principais formas de identificar alterações antes que elas provoquem prejuízos permanentes à visão.

“Além da medida da pressão ocular, são importantes a avaliação do nervo óptico, a campimetria visual e o OCT, que analisa as fibras do nervo, durante essas visitas”, reforça Provensi.

Quem não tem fatores de risco deve fazer consultas oftalmológicas periódicas. Já quem tem histórico familiar ou outros fatores, deve ser avaliado pelo oftalmologista, pelo menos, uma vez ao ano.

Com esses cuidados e o tratamento adequado é possível evitar ou retardar a progressão da doença de forma significativa.

“O controle é feito principalmente com colírios, podendo incluir laser ou cirurgia em alguns casos”, conta o médico. “O acompanhamento regular é fundamental para monitorar a pressão ocular e a saúde do nervo óptico”, finaliza.

O Hospital Angelina Caron possui especialistas em glaucoma. 
Agende a sua consulta (Particular e Covênios) através do (41) 3679-8100

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