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5 perguntas e respostas sobre a triagem do pronto-socorro do Hospital Angelina Caron

Por Hospital Angelina Caron · 3/8/2018

Desde sua criação, o pronto-socorro do Hospital Angelina Caron (HAC) segue um protocolo de acolhimento com classificação de risco baseado no Protocolo de Manchester e em recomendações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A fim de melhorar os atendimentos, tornando-os mais rápidos e eficie

Desde sua criação, o pronto-socorro do Hospital Angelina Caron (HAC) segue um protocolo de acolhimento com classificação de risco baseado no Protocolo de Manchester e em recomendações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A fim de melhorar os atendimentos, tornando-os mais rápidos e eficientes, o HAC também passou a seguir orientações das autoridades nacionais de saúde, que estabelecem que os pronto-atendimentos de hospitais sejam direcionados aos casos classificados como emergência e urgência. Para ajudar os pacientes a entenderem como funciona o acolhimento com classificação de risco, conversamos com a médica Mariana Singer, chefe do pronto-socorro do Hospital Angelina Caron, que respondeu as perguntas a seguir: 1. Como é identificado um caso de emergência ou urgência? Em geral, os casos de emergência e urgência apresentam sintomas que se iniciaram há pouco tempo. Pacientes com sintomas crônicos como dores no joelho há meses e insônia, por exemplo, não necessitam de atendimento imediato e, portanto, não devem procurar um pronto-socorro. Muitos vão ao pronto-socorro para fazer exame de rotina ou pedir atestado médico. Há estudos mundiais que comprovam que entre 60% e 70% dos atendimentos realizados em prontos-socorros não são de urgência e emergência, o que prejudica significativamente a agilidade no atendimento dos pacientes graves ou potencialmente graves. 2. Como é feita a classificação dos pacientes? Todos os pacientes que entram no Hospital Angelina Caron recebem uma senha e são direcionados à triagem, que segue à risca o protocolo adotado pelo hospital. Na triagem são levados em conta os sintomas do paciente, o tempo de início desses sintomas e os sinais vitais, isto é, pressão arterial, frequência cardíaca, entre outros. 3. Por que é importante classificar os pacientes? A classificação organiza a prioridade de atendimento de acordo com a gravidade de cada paciente. Por exemplo: alguém que está tendo um infarto do coração deve ser triado e imediatamente encaminhado para atendimento, pois o tempo é um grande aliado no sucesso do tratamento desse tipo de problema. É a partir das informações coletadas na triagem que os enfermeiros podem determinar quem são os pacientes que precisam de atendimento no hospital e quanto tempo podem aguardar por ele. 4. Se o caso não for de urgência ou emergência, onde o paciente deve buscar atendimento médico? Nessas ocasiões, o paciente deve buscar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 5. Por que o paciente deve evitar idas desnecessárias aos prontos-socorros? A procura desnecessária do pronto-socorro leva à superlotação dos serviços de emergência, o que acaba por congestionar o sistema de triagem, o atendimento médico, a organização de leitos, o setor de realização de exames e assim por diante. Quem sai prejudicado é o usuário, especialmente o paciente mais grave, que passa a ter um atendimento mais lento e menos eficaz por falta de leitos e recursos em geral. Além disso, o ambiente hospitalar aumenta o risco de transmissão e contaminação por doenças, sendo perigoso para quem busca o pronto-socorro sem necessidade e também para os doentes internados.