Transplantes de Órgãos

Programa de transplantes do HAC

O Serviço de Transplantes do Hospital Angelina Caron é referência nacional em transplantes de órgãos e tecidos, com credenciamento do Ministério da Saúde e estrutura multidisciplinar de alta complexidade. Entre 2001 e 2025, foram realizados 3.295 transplantes, consolidando o hospital como o maior centro transplantador de órgãos sólidos do Paraná.

O serviço abrange transplantes de rim, fígado, pâncreas-rim, coração, pulmão, córneas e medula óssea, com credenciamento também para transplantes pediátricos.

Pioneirismo e marcos históricos

O Hospital Angelina Caron realizou o primeiro transplante de pâncreas e o primeiro transplante de pulmão do Paraná. Em 2011, conduziu a primeira cirurgia bem-sucedida no continente americano de transplante de fígado adulto com dois doadores vivos — um marco internacional que reforça a capacidade técnica e a robustez da estrutura da instituição.

Como funciona o atendimento

O serviço atua em todas as etapas do processo de transplante — avaliação pré-operatória, internação, procedimento cirúrgico e acompanhamento clínico de longo prazo. Cada paciente recebe plano terapêutico individualizado, construído por equipes especializadas em nefrologia, hepatologia, cardiologia, pneumologia, hematologia, infectologia, terapia intensiva e enfermagem especializada, com suporte psicológico e educação do paciente ao longo de todo o processo.

Dúvidas sobre transplantes

Como funciona a fila de transplante no Brasil?

A fila de transplante é gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), vinculado ao Ministério da Saúde, e coordenada regionalmente pelas Centrais de Transplantes estaduais. A distribuição dos órgãos segue critérios técnicos como compatibilidade sanguínea e genética, tempo de espera, gravidade clínica do paciente e distância entre o doador e o receptor. Não é possível furar a fila por recursos financeiros, o sistema é público e regulado.

Qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos?

A doação de órgãos após a morte depende do diagnóstico de morte encefálica e da ausência de contraindicações médicas. A família tem papel fundamental na autorização da doação, por isso manifestar o desejo de ser doador em vida e comunicar à família é essencial. A doação em vida é possível em casos específicos, como rim e parte do fígado, entre pessoas com laço afetivo ou consanguíneo, mediante avaliação médica e autorização judicial.

O que acontece após o transplante?

O pós-transplante exige acompanhamento médico rigoroso e uso contínuo de medicamentos imunossupressores, que evitam a rejeição do órgão. Nas primeiras semanas e meses, as consultas são frequentes para monitorar a função do órgão transplantado e ajustar o tratamento. Com o tempo, o acompanhamento se torna menos intensivo, mas permanece necessário por toda a vida. A adesão ao tratamento e as mudanças de hábito são determinantes para a qualidade de vida e a longevidade do transplante.

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